Destaques WTA

Igualdade no tênis: a luta iniciada por Billie Jean King que mudou o esporte

Em 1973, o US Open se tornou o primeiro Grand Slam a tornar a premiação igualitária entre mulheres e homens. A principal responsável por este movimento foi Billie Jean King.

Campeã do torneio em 1972, ela ameaçou não disputar a edição seguinte e, junto com outras atletas, pressionou a organização para que as premiações das mulheres fossem as mesmas que a dos homens. Anfitriã e melhor tenista do mundo, Billie Jean conseguiu a igualdade e foi primordial na transição da Era Amadora para a Era Aberta do tênis feminino, que culminou na criação da WTA naquele mesmo ano.

Ela já havia feito movimento semelhante três anos antes, quando boicotou um importante torneio em Los Angeles, pelo mesmo motivo.

A histórica decisão do US Open reflete nos ganhos financeiros das tenistas 50 anos depois. Anualmente, a renomada Revista Forbes publica um levantamento com os atletas mais bem pagos do mundo, considerando premiações, salários e publicidade. Nos últimos 15 anos, todas as poucas mulheres entre os atletas mais bem pagos eram tenistas: Serena Williams, Maria Sharapova, Victoria Azarenka, Na Li, Naomi Osaka e Coco Gauff.

Entretanto, o circuito da WTA ainda oferece premiações menores que a ATP, considerando torneios de nível 250, 500 e 1000 (incluindo torneios que englobam as duas categorias). Além disso, demorou muito para os outros três Grand Slams também igualarem as premiações: o Australian Open tomou a medida em 2001, enquanto Roland Garros e Wimbledon o fizeram somente em 2007.

Apesar de hoje o tênis ser o esporte que melhor remunera atletas mulheres, a diferença em relação aos ganhos dos homens ainda é significativa. Mais do que discutir premiações iguais entre as principais jogadoras, o debate também envolve questões estruturais do esporte.

A busca por igualdade passa por oferecer as mesmas oportunidades desde a base, com acesso equivalente a centros de treinamento, investimento e desenvolvimento, além de garantir um tratamento mais equilibrado por parte das instituições que organizam e promovem o circuito profissional.

Sair da versão mobile