Resultados de Fonseca também resgatam o quanto devemos valorizar Bia Haddad

O tênis brasileiro está vibrando com João Fonseca em Roland Garros. E, há apenas três anos, o país vibrava com Beatriz Haddad em sua jornada até a semifinal no Grand Slam francês.
Fonseca derrotou o lendário Novak Djokovic, 24 vezes campeão de Grand Slam, com parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5. Com isso, ele é o primeiro brasileiro nas oitavas de simples de um Grand Slam desde Thomaz Bellucci, em Roland Garros 2010.
Os feitos de Fonseca são incríveis e sempre devem ser celebrados e exaltados, inclusive quando ele estiver em baixa, como víamos há apenas duas semanas.
Mas, ao lembrar que o Brasil estava 16 anos sem ter um representante masculino nas oitavas de simples de um Grand Slam, precisamos resgatar que Beatriz Haddad atingiu essa marca por quatro vezes nos últimos quatro anos.
Bia foi semifinalista de Roland Garros em 2023, fez quartas no US Open de 2024 e tem mais duas oitavas, em Wimbledon 2023 e US Open 2025. A última vez que o Brasil havia atingido a semifinal de simples em um Grand Slam foi com Gustavo Kuerten, campeão de Roland Garros em 2001, há 25 anos.
Além disso, Bia já venceu a então número 1 do mundo Iga Swiatek, quando chegou à final do WTA 1000 de Toronto em 2022, e derrotou outros grandes nomes do circuito, como Elena Rybakina, Elena Svitolina, Ons Jabeur, Paula Badosa, Sloane Stephens e Maria Sakkari (todas elas enquanto eram top 10).
Ex-top 10, Bia é a terceira maior tenista da história do Brasil, atrás somente de Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten. Hoje, em um momento de baixa, seus feitos parecem praticamente esquecidos, mas precisam ser resgatados.
Hoje, vibramos com João Fonseca, enquanto vislumbramos uma promissora nova geração. Mas ao olharmos para muito pouco tempo atrás, lembramos de Bia, representando o Brasil nos torneios de simples da elite do tênis mundial.
