Comitê Olímpico suspende provisoriamente sanção aos russos. Kostyuk critica decisão

O Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu provisoriamente a sanção aplicada ao Comitê Olímpico Russo (ROC), que estava em vigor desde outubro de 2023. A punição ocorreu devido à guerra entre Rússia e Ucrânia, quando o governo russo invadiu o país vizinho.
A sansão não permitiu que atletas russos e bielorrussos competissem nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão, em 2024, e de Inverno, no início desse ano. Os atletas que participaram dessas competição tiveram que atuar sob bandeira neutra.
Em julho, o COI suspendeu a punição à Bielorrússia, que tem como uma de suas grandes atletas a número 1 do mundo no ranking da WTA, Aryna Sabalenka.
Neste momento, os atletas russos podem voltar a competir por vagas nas competições do COI. Entretanto, a decisão não é permanente e pode ser revogada.
Entre os principais tenistas russos, estão a atual campeã de Roland Garros Mirra Andreeva, o ex-líder do ranking da ATP Danill Medvedev, e o top 20 Andrey Rublev, dentre outros atletas nos top 100 de simples e duplas, da ATP e da WTA.
Neste período, as instituições do tênis, World Tennis (antiga ITF), ATP e WTA não colocaram as bandeiras dos tenistas russos e bielorrussos antes dos nomes dos jogadores.
A primeira tenista a se pronunciar publicamente sobre o caso foi a ucraniana Marta Kostyuk. Em sua entrevista coletiva após se classificar para a semifinal de Wimbledon, ela foi perguntada sobre o tema e criticou a decisão.
“Minha opinião é que isso é terrível e está muito, muito longe do fair play para todos os países envolvidos, e não apenas para a Ucrânia. Eu discordo 100% dessa decisão do COI."
"Muita gente já se manifestou sobre o assunto e obviamente também não concorda. Não acho que algo vá mudar, então só quero entrar em quadra e vencer todas as russas que eu enfrentar nos Jogos Olímpicos”, afirmou Kostyuk, que desde o início da guerra, não cumprimenta as adversárias russas e bielorrussas após as partidas.
