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As conquistas viraram rotina para Luísa Stefani: nos últimos 18 torneios, ela tem 6 títulos, 9 finais e 14 semifinais

POR PATRICK SIMÃO•11/10/2026
As conquistas viraram rotina para Luísa Stefani: nos últimos 18 torneios, ela tem 6 títulos, 9 finais e 14 semifinais
Foto: FotoJump / SP Open

Quanto mais um atleta triunfa, menos temos a dimensão dos seus feitos no dia a dia. Este parece ser o caso de Luísa Stefani, que transformou títulos, finais e semifinais em todos os torneios como uma rotina.

Neste domingo, Luísa Stefani conquistou o seu 5° título de WTA 1000. Ela foi campeã em Pequim, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. Na final, derrotou a líder do ranking de duplas, Katerina Siniakova, e Shuai Zhang, por arrasadores 6/2 e 6/1.

Número 3 do mundo no ranking de duplas, Stefani fez semifinal de todos os Grand Slams, com Dabrowski, e foi vice-campeã de Wimbledon. As duas ainda venceram, além de Pequim, o WTA 1000 de Dubai e o WTA 250 de São Paulo, no piso duro, o WTA 500 de Estrasburgo, no saibro, e o WTA 250 de Eastbourne, na grama.

Porém, podemos voltar um pouco mais no tempo e lembrar o ótimo final de temporada que a brasileira teve em 2025, com a húngara Timea Babos. Elas finalizaram o ano com título no WTA 500 de Tóquio, e vices no WTA 500 de Ningbo e WTA Finals.

Dimensionando esses resultados, dos últimos 18 torneios disputados, no mais alto nível do circuito, Luísa foi campeã em um terço: 6 conquistas. Além disso, chegou à final em metade deles, pois também tem 3 vice-campeonatos. Para completar, ela foi semifinalista de 14 dos últimos 18 torneios disputados.

Com um ótimo voleio, movimentação, reflexo e leitura de jogo, Luísa já pode ser considerada a referência do circuito quando se trata de jogo de rede. Além disso, vem evoluindo no saque, devolução e fundo de quadra, junto a uma parceira sólida e talentosa, que é o caso de Dabrowski.

Além da evolução técnica, a rotina de grandes resultados faz com que a experiência em grandes eventos se torne cada vez maior. E parece ser questão de tempo para que ela conquiste ainda mais.

Além de todos os resultados citados, Luísa já tem um título (Australian Open 2023, com Rafael Matos) e um vice (Wimbledon 2025) de duplas mistas e, ao lado de Laura Pigossi, conquistou a primeira medalha olímpica do tênis brasileiro, com o bronze em Tóquio, em 2021.

Aos 29 anos, Luísa já teve altos e baixos. Após sair do universitário, ela abdicou das simples e migrou para as duplas, escolha necessária para se sustentar no circuito. Depois, quando vinha em grande ascensão, sofreu uma grave lesão no joelho, na semifinal do US Open, em 2021. A paulistana já teve os Estados Unidos como base e, após a lesão, voltou ao Brasil.

Quase sempre que Stefani tinha uma parceira nova, ela rapidamente se adaptava e tinha bons resultados. Porém ainda faltava uma estabilidade, que foi alcançada nos últimos dois anos, enquanto ela evoluía cada vez mais. Luísa já estava em alto nível, mas potencializou isso ainda mais com Babos, em 2025, e este ano, na retomada da dupla com Dabrowski.

Aos 29 anos, Luísa parece ter grande margem para evoluir e muitos anos de carreira, visto que os duplistas costumam jogar em alto nível por mais tempo. Stefani tornou as grandes conquistas algo comum e rotineiro, mas além disso tudo, as perspectivas são de ir ainda mais longe.