Após 6 dias, Vitória Miranda recebe as malas com seus equipamentos de jogo, que haviam sido extraviadas
POR PATRICK SIMÃO•19/05/2026

Após 6 dias de espera, Vitória Miranda (30ª) recebeu as suas malas, que haviam sido extraviadas pelas Companhias Aéreas Ibéria e LATAM, durante o voo de Belo Horizonte (MG) para Madri, na Espanha, com escala em São Paulo.
No dia 13, a número 1 do Brasil no Feminino Open não recebeu sua bagagem, que tinham equipamentos de jogo e objetos pessoais. Utilizando uma raquete de outro modelo que lhe foi emprestada, Vitória parou nas quartas de final do WC 1000 de Madri semana passada.
Esta semana, a mineira de 18 anos está jogando o WC 100 de Padova, na Itália, e, ainda sem sua raquete, superou a estreia, ao anotar 6/0 e 6/3 na austríaca Christina Pesendorfer (35ª). Agora, já com seus equipamentos, ela desafia a principal favorita, Zhenzhen Zhu (8ª), da China.
A devolução, além de tardia, não cumpriu as obrigações destinadas às Companhias Aéreas. Vitória, seu treinador @leobutija e seu estafe se pronunciaram sobre o ocorrido. Confira:
"Com grande alívio, informamos que, na tarde desta terça-feira, 19 de maio, a atleta paralímpica Vitória Miranda finalmente conseguiu recuperar suas malas, que continham sua raquete e todos os equipamentos indispensáveis à sua participação em importantes torneios internacionais na Itália.
As bagagens estavam extraviadas desde o dia 13 de maio e permaneceram desaparecidas por seis dias em razão de falha das companhias LATAM e Iberia. Esse grave transtorno comprometeu significativamente a preparação da atleta para as competições e gerou enorme preocupação, já que seus equipamentos são essenciais para seus treinamentos e para sua participação nos torneios.
Agradecemos profundamente a todas as pessoas que se mobilizaram nas redes sociais, aos veículos de comunicação que divulgaram o caso e, de forma especial, à Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON), cuja atuação firme, rápida e incisiva foi decisiva para a localização e recuperação das bagagens.
Embora as malas tenham sido localizadas, as companhias aéreas deixaram de cumprir sua obrigação de entregá-las diretamente em Padova, cidade onde Vitória e seu treinador estão hospedados e cujo endereço era de pleno conhecimento das empresas.
De forma abusiva, as companhias limitaram-se a informar que as bagagens se encontravam no aeroporto de Veneza, obrigando Vitória e seu treinador a se deslocarem, por conta própria, até essa cidade para retirar no aeroporto os pertences que haviam sido extraviados pelas próprias empresas. Essa conduta gerou despesas adicionais com transporte, perda de tempo e desgaste físico absolutamente desnecessários.
É importante esclarecer que a companhia aérea responsável pelo extravio tem o dever de providenciar a entrega da bagagem no local indicado pelo passageiro, sem qualquer custo adicional.
No caso de Vitória, a situação é ainda mais grave, pois se trata de atleta cadeirante e pessoa com deficiência, condição que impõe às companhias aéreas o dever de assegurar atendimento prioritário e assistência adequada, inclusive quanto à devolução da bagagem no endereço informado pela passageira.
Esperamos que esse episódio sirva de reflexão para que as companhias aéreas aprimorem seus procedimentos e respeitem, de forma efetiva, os direitos dos consumidores e das pessoas com deficiência."
